AVANT-GARDE WANNABE

Today, through our ideologically loaded narratives of their lives, animals “hail” us animal people to account for the regimes in which they and we must live. We “hail” them into our constructs of nature and culture, with major consequences of life and death, health and illness, longevity and extinction. We also live with each other in the flesh in ways not exhausted by our ideologies. In that is our hope… Donna Haraway

http://hogness.users.sonic.net/doggery/notes/FeralCats.html

natgeofound:

A bull African elephant in Botswana’s Black Pools, May 1999.Photograph by Chris Johns, National Geographic

Sci-fi

natgeofound:

A bull African elephant in Botswana’s Black Pools, May 1999.Photograph by Chris Johns, National Geographic

Sci-fi

swanjolras:

god, i hate teenage girls, they’re so vapid and awful

like, let’s go over a list of all the terrible things teenage girls have done

Sabe-se que, em Nietzsche, a teoria do homem superior é uma crítica que se propõe denunciar a mistificação mais profunda ou perigosa do humanismo. O homem superior pretende levar a humanidade à perfeição, ao acabamento. Pretende recuperar todas as propriedades do homem, superar as alienações, realizar o homem total, por o homem no lugar de Deus, fazer do homem uma potência que afirma e que se afirma. Mas na verdade o homem, mesmo superior, não sabe em absoluto o que significa afirmar. Ele apresenta da afirmação uma caricatura, um disfarce ridículos. Acredita que afirmar e carregar, assumir, suportar uma prova, encarregar-se de um fardo. Avalia a positividade conforme o peso daquilo que carrega: confunde a afirmação com o esforço de seus músculos tensos. É real tudo o que pesa, é afirmativo e ativo tudo o que carrega! Por isso os animais do homem superior não são o touro, mas o asno e o camelo, animais do deserto,que habitam a face desolada da Terra e sabem carregar. O touro é vencido por Teseu, homem sublime ou superior. Mas Teseu é muito inferior ao touro, dele só tem a nuca: “Deveria fazer como o touro; e a sua felicidade deveria cheirar a terra e não a desprezo pela terra. Gostaria de vê-Io semelhante ao touro branco, quando, resfolegando e mugindo, precede a relha do arado; e seu mugida ainda deveria ser um louvor a tudo o que e terrestre! … Quedar-vos com os músculos relaxados e a vontade desatrelada: isto e a mais difícil para todos vós, seres sublimes!” O homem sublime ou superior vence as monstros, expõe os enigmas, porem ignora o enigma e o monstro que ele próprio é. Ignora que afirmar não é carregar, atrelar-se, assumir o que é, mas, ao contrário, desatrelar, livrar, descarregar o que vive. Não carregar a vida com o peso dos valores superiores, mesmo heroicos, porém criar valores novos que façam a vida leve ou afirmativa. “É preciso que ele desaprenda sua vontade de heroísmo, quero que se sinta à vontade nas alturas, e não só subindo alto.” Teseu não compreende que o touro (ou o rinoceronte) possui a única superioridade verdadeira: prodigiosa besta leve no fundo do labirinto, mas que se sente igualmente à vontade nas alturas, besta que desatrela e afirma a vida.

As Lagostas Bartleby (they would prefer not to):

"Para minha mente leiga, o comportamento da lagosta no tacho parece ser uma expressão de preferência; e é bem possível que uma habilidade para formar preferências seja o critério decisivo para o sofrimento real. Em linhas gerais ‘preferência’ talvez seja um sinônimo de ‘interesses’, mas é um termo melhor para nossos fins por ser menos abstratamente filosófico – ‘preferência’ parece mais pessoal, e o que está em questão é justamente toda a ideia da experiência pessoal de uma criatura viva."

allaboutthepast:

Series of female mugshots from the 1960s

No que concerne à quantidade lógica, todos os juízos de gosto são juízos singulares. Pois, porque tenho de ater o objeto imediatamente a meu sentimento de prazer e desprazer, e contudo não através de conceitos, assim aqueles não podem ter a quantidade de um juízo objetiva e comumente válido. Se bem que, se a representação singular do objeto do juízo de gosto, segundo as condições que determinam o último, for convertida em um conceito, um juízo lógico universal poderá resultar disso: por exemplo, a rosa, que contemplo, declaro-a bela mediante um juízo de gosto. Contrariamente, o juízo  que surge por comparação de vários singulares – as rosas, em geral, são belas – não é desde então enunciado simplesmente como estético, mas como um juízo lógico fundado sobre um juízo estético. Ora, o juízo “a rosa é (de odor) agradável” na verdade é também um juízo estético e singular, mas nenhum juízo de gosto e sim dos sentidos. Ele distingue-se do primeiro no fato de que o juízo de gosto traz consigo uma quantidade estética da universalidade, isto é, de validade para qualquer um, a qual não pode ser encontrada no juízo sobre o agradável. Só e unicamente os juízos sobre o bom, conquanto determinem também a complacência em um objeto, possuem universalidade lógica, não meramente estética; pois eles valem sobre o objeto, como conhecimento do mesmo, e por isso para qualquer um. por exemplo, a rosa, que contemplo, declaro-a bela mediante um juízo de gosto. Contrariamente, o juízo  que surge por comparação de vários singulares – as rosas, em geral, são belas – não é desde então enunciado simplesmente como estético, mas como um juízo lógico fundado sobre um juízo estético. Ora, o juízo “a rosa é (de odor) agradável” na verdade é também um juízo estético e singular, mas nenhum juízo de gosto e sim dos sentidos. Ele distingue-se do primeiro no fato de que o juízo de gosto traz consigo uma quantidade estética da universalidade, isto é, de validade para qualquer um, a qual não pode ser encontrada no juízo sobre o agradável. Só e unicamente os juízos sobre o bom, conquanto determinem também a complacência em um objeto, possuem universalidade lógica, não meramente estética; pois eles valem sobre o objeto, como conhecimento do mesmo, e por isso para qualquer um (Kant, Emanuel, Crítica da faculdade do juízo, parágrafo 8).

No que concerne à quantidade lógica, todos os juízos de gosto são juízos singulares. Pois, porque tenho de ater o objeto imediatamente a meu sentimento de prazer e desprazer, e contudo não através de conceitos, assim aqueles não podem ter a quantidade de um juízo objetiva e comumente válido. Se bem que, se a representação singular do objeto do juízo de gosto, segundo as condições que determinam o último, for convertida em um conceito, um juízo lógico universal poderá resultar disso: por exemplo, a rosa, que contemplo, declaro-a bela mediante um juízo de gosto. Contrariamente, o juízo  que surge por comparação de vários singulares – as rosas, em geral, são belas – não é desde então enunciado simplesmente como estético, mas como um juízo lógico fundado sobre um juízo estético. Ora, o juízo “a rosa é (de odor) agradável” na verdade é também um juízo estético e singular, mas nenhum juízo de gosto e sim dos sentidos. Ele distingue-se do primeiro no fato de que o juízo de gosto traz consigo uma quantidade estética da universalidade, isto é, de validade para qualquer um, a qual não pode ser encontrada no juízo sobre o agradável. Só e unicamente os juízos sobre o bom, conquanto determinem também a complacência em um objeto, possuem universalidade lógica, não meramente estética; pois eles valem sobre o objeto, como conhecimento do mesmo, e por isso para qualquer um. por exemplo, a rosa, que contemplo, declaro-a bela mediante um juízo de gosto. Contrariamente, o juízo  que surge por comparação de vários singulares – as rosas, em geral, são belas – não é desde então enunciado simplesmente como estético, mas como um juízo lógico fundado sobre um juízo estético. Ora, o juízo “a rosa é (de odor) agradável” na verdade é também um juízo estético e singular, mas nenhum juízo de gosto e sim dos sentidos. Ele distingue-se do primeiro no fato de que o juízo de gosto traz consigo uma quantidade estética da universalidade, isto é, de validade para qualquer um, a qual não pode ser encontrada no juízo sobre o agradável. Só e unicamente os juízos sobre o bom, conquanto determinem também a complacência em um objeto, possuem universalidade lógica, não meramente estética; pois eles valem sobre o objeto, como conhecimento do mesmo, e por isso para qualquer um (Kant, Emanuel, Crítica da faculdade do juízo, parágrafo 8).


Street life. Early 1900’s

O progresso em sua marcha imparável segue com suas fileiras de homens e carros, deixando para trás, como destroços, crianças e animais - desprovidos de razão… Que retrato do nosso mundo!

Street life. Early 1900’s

O progresso em sua marcha imparável segue com suas fileiras de homens e carros, deixando para trás, como destroços, crianças e animais - desprovidos de razão… Que retrato do nosso mundo!

O POVO DOS RATOS

ilustracaoportuguesa:

Pisca-Pisca, No. 24, February 1970 - 13 on Flickr.
Carregar na imagem para ver em tamanho 900 x 1252. Os roedores.
“O Ratão (Myocaster coypus) é o maior roedor da Grã-Bretanha, mas não pertence à fauna da Europa, tendo sido introduzido por negociantes de peles, que os criavam em grande número e os tratavam para lhes aproveitar a pele. No estado selvagem, na América do Sul, o ratão chega a atingir cerca de meio metro de comprimento (excluindo a cauda), e pesa, às vezes, quase dez quilos.”

O POVO DOS RATOS

ilustracaoportuguesa:

Pisca-Pisca, No. 24, February 1970 - 13 on Flickr.

Carregar na imagem para ver em tamanho 900 x 1252.

Os roedores.

“O Ratão (Myocaster coypus) é o maior roedor da Grã-Bretanha, mas não pertence à fauna da Europa, tendo sido introduzido por negociantes de peles, que os criavam em grande número e os tratavam para lhes aproveitar a pele. No estado selvagem, na América do Sul, o ratão chega a atingir cerca de meio metro de comprimento (excluindo a cauda), e pesa, às vezes, quase dez quilos.”
ilustracaoportuguesa:

Gente, Nº86, July 1975 - 46 on Flickr.
Carregar na imagem para ver em tamanho 800 x 1083. Um teste, “Você sabe respeitar a natureza?”
“O homem arrogou-se, com uma insuportável presunção, o direito de acelerar, aliás com uma irreflexão incrível e condenável, a deterioração da terra, dos seus cursos de água, das suas florestas, dos insectos, aves e outros animais que garantem um equilíbrio que pouco lhe importa… salvo quando a dita deterioração contunde com os seus interesses, com o proveito que ele entende tirar, por qualquer processo, dessa parcela do Universo de que ele se intitulou soberano absoluto.”

ilustracaoportuguesa:

Gente, Nº86, July 1975 - 46 on Flickr.

Carregar na imagem para ver em tamanho 800 x 1083.

Um teste, “Você sabe respeitar a natureza?”

“O homem arrogou-se, com uma insuportável presunção, o direito de acelerar, aliás com uma irreflexão incrível e condenável, a deterioração da terra, dos seus cursos de água, das suas florestas, dos insectos, aves e outros animais que garantem um equilíbrio que pouco lhe importa… salvo quando a dita deterioração contunde com os seus interesses, com o proveito que ele entende tirar, por qualquer processo, dessa parcela do Universo de que ele se intitulou soberano absoluto.”
oldhollywood:

Interviewer: Her performance of the blind girl in Jeanne Ney is one of her most striking. I don’t feel Brigitte Helm is acting. I feel she is in a trance. That she has the power to throw herself into a trance and to move and speak and live a life quite outside her own experience.
G.W. Pabst: Ah, you see. You have it. Do you know the scene when she walks with Jeanne Ney in the streets of Paris, she was almost killed. The actor driving the taxi was not a driver really, but had had to learn. He was not very sure of his steering.
Brigitte Helm walked right in front of him. I had to run before the camera to save her. Do you know why? She was blind. She simply did not see it.
-excerpted from Close Up magazine interview (March 1929) 

oldhollywood:

Interviewer: Her performance of the blind girl in Jeanne Ney is one of her most striking. I don’t feel Brigitte Helm is acting. I feel she is in a trance. That she has the power to throw herself into a trance and to move and speak and live a life quite outside her own experience.

G.W. Pabst: Ah, you see. You have it. Do you know the scene when she walks with Jeanne Ney in the streets of Paris, she was almost killed. The actor driving the taxi was not a driver really, but had had to learn. He was not very sure of his steering.

Brigitte Helm walked right in front of him. I had to run before the camera to save her. Do you know why? She was blind. She simply did not see it.

-excerpted from Close Up magazine interview (March 1929) 

‎É por isso que não creio nessas palavras de descobrir a terra do Brasil. Ela não estava vazia! Creio que os brancos querem sempre se apoderar de nossa terra, é por isso que repetem essas palavras. São também as dos garimpeiros a propósito de nossa floresta: ‘Os Yanomami não habitavam aqui, eles vêm de outro lugar! Esta terra estava vazia, queremos trabalhar nela!’. Mas eu, sou filho dos antigos Yanomami, habito a floresta onde viviam os meus desde que nasci e eu não digo a todos os brancos que a descobri! Ela sempre esteve ali, antes de mim. Eu não digo: ‘Eu descobri esta terra porque meus olhos caíram sobre ela, portanto a possuo!’. Ela existe desde sempre, antes de mim. Eu não digo: ‘Eu descobri o céu!’. Também não clamo: ‘Eu descobri os peixes, eu descobri a caça!’. Eles sempre estiveram lá, desde os primeiros tempos. Digo simplesmente que também os como, isso é tudo.